- Este post contém spoilers -

Enfim, comecei a jogar Persona 3 FES. O jogo é divido em duas partes: The Journey, que conta a história original e The Answer, que seria o desfecho (até a Atlus criar uma nova continuação caça-níqueis). Como já havia jogado o primeiro P3, fui logo para a segunda parte. Não vou entrar em muitos detalhes quanto à história, isso eu deixo para (talvez) um outro post. Não terminei de jogar, mas acredito estar bem perto do final.
Persona 3 é um dungeon crawling, mas os aspectos de dating sim e a história intrigante acabam por balancear o jogo. No The Answer você tem apenas a parte dungeon crawling e que, por mais bem feito e divertido que seja o sistema de batalha, fazer apenas isso enfrentando monstros apelões para se ter 5 minutos de um desenvolvimento pífio da história é cansativo, enjoado e desanimador. Não é divertido.
A introdução do jogo é bem longa, entorno de trinta minutos, e contextualiza o jogador nos acontecimentos pós “graduation day”. Depois disso prepare-se, porque a história se desenrolará a passos beeem lentos.
No lugar do Tartarus surge o Desert of Doors, composto por 7 portas. Cada porta é uma dungeon, mas ao invés de subir por escadas, você desce pelo que eu acredito seja um poço. De qualquer modo, ao chegar ao nível mais profundo, um dos ex-membros da SEES terá um flashback de quando estava prestes a despertar sua persona. Isso ocorre nas 6 portas que você visitará, logo a maior parte do jogo. O pior é que esses flashbacks não são lá tão interessantes assim, só aprofundam o que já estava implícito no jogo original. Ah, você também vai perseguir uma “sombra misteriosa”, que qualquer pessoa dotada de meio neurônio já sabe quem é.
Acredito que o grosso da história mesmo vai vir na sétima porta (número sete, sempre ele…), mas foi justamente aí que parei. Em parte parei porque não estava muito a fim de fazer grinding; não me importo em perder algum tempo melhorando o level, mas quando o grinding é excessivo, o jogo, para mim, deixa de ser divertido. E um jogo é, na minha opinião, um divertimento. The Answer não lhe dá opção de escolher um nível de dificuldade, você já começa no hard. Quem já jogou algum dos SMT sabe o que significa hard. Acredito que a Atlus fez isso para aumentar o tempo de jogo para os alardeados “30 hours of gameplay!”, do contrário você provavelmente terminaria em 15 horas ou menos, caso seja um jogador dedicado.
Quando terminar de jogar coloco aqui minhas conclusões, e se elas mudaram ou não em relação ao que escrevi aqui. Por enquanto não estou gostando de The Answer. É evidente que a segunda parte foi criada para aproveitar o sucesso do jogo original e conseguir alguns trocados a mais, assim como ocorre atualmente com qualquer jogo que faça um certo sucesso. Eu já sabia disso, mas acreditava que encontraria o mesmo esmero na produção que a primeira parte. Falando nela, já sei o que esperar de The Journey, portanto não tenho críticas a fazer. Creio que com as melhorias o que era bom ficou muito melhor (credo que frase cliché).
/rant
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Quem tiver interesse, minha conclusão sobre P3 FES: The Answer pode ser vista aqui.